sexta-feira, 4 de novembro de 2011

***Medo***

O medo da desgraça, muitas vezes, é pior do que a desgraça em si. O medo de sofrer é pior do que o sofrimento. É natural ter medo; é algo humano, mas devemos enfrentá-lo para que ele não paralise a nossa vida. Há muitas formas de se ter medo: temos medo do futuro incerto, da doença, do desemprego, do mundo...
O mundo nos paralisa e nos “implode” interiormente, perturba a alma, por isso é importante enfrentá-lo. Talvez ele seja uma das piores realidades de nossos dias.
Coragem não é a ausência do medo, mas sim, a capacidade de avançar, apesar dele [medo]; de caminhar para frente e de enfrentar as adversidades, vencendo os medos. É isso que devemos fazer. Não podemos nos derrotar e nos entregar por causa dos medos.
A maioria das coisas que temos medo de que venham a acontecer, acabam não acontecendo. E esse medo antecipado nos faz sofrer muito, nos preocupar em demasia e perder horas de sono. No entanto, muitas vezes, acaba acontecendo o que menos esperamos. Muitas vezes, sofremos, antecipadamente, sem nenhuma necessidade.
É preciso policiar nossa mente; ela solta a si mesma e pode fabricar fantasmas assustadores, especialmente nas madrugadas. Os medos em geral são sombras imaginárias, sem base na realidade.
Há pessoas que se sentem ameaçadas por tudo e por todos, dramatizam os fatos e fabricam tragédias. É preciso acordar, deixar de se torturar com essas fantasias e pesadelos imaginários; o que as assusta é irreal. Quando amanhece as trevas somem... Para onde foram? Não foram para lugar nenhum, simplesmente desapareceram, porque não existiam; não eram reais. Quanto menor o medo, menor o perigo. As aflições imaginárias doem tanto quanto as outras [reais].
Jesus sempre censurou os seus discípulos quando eles ficavam paralisados pelo medo. Ele disse muitas vezes aos apóstolos – “Não temas!”
Quando Cristo chamou Pedro para vir a seu encontro, andando sobre as águas do mar da Galiléia , ele foi, mas permitiu que o medo tomasse conta do seu coração; então começou a afundar. Após salvá-lo Jesus lhe pergunta: “Homem pobre de fé, por que duvidaste?” (Mt 14,31b).
Pedro sentiu medo porque “olhou” para o vento e para a fúria do mar, em vez de manter os olhos fixos em Jesus. Esse também é nosso grande erro. Em vez de manter os olhos fixos em Deus, permitimos que as circunstâncias que nos envolvem nos amedrontem.
Não podemos, em hipótese alguma, abrigar o medo e o pânico na alma; nem lhes permitir que “durmam” conosco. Arranque-os pela fé, pela oração e por atos de vontade, decididamente!
É claro que toda a fé em Deus não nos dispensa de fazer a nossa parte. Não basta rezar e confiar – cruzando em seguida os braços –, pois Deus não fará a nossa parte. Ele está pronto a mover todo o céu para fazer aquilo que não podemos fazer, mas não faz nada que podemos fazer.
Vivemos dizendo a Deus que temos confiança n’Ele, mas passamos o tempo todo provando o contrário, por nossas preocupações.... Quando você age com fé e confiança em Deus, Ele lhe dá equilíbrio e luzes para agir, guiando-o e abrindo as portas para você resolver o problema que o angustia. Se temos um problema é porque ele tem solução, então vamos a ela. Se o problema não tem solução, então, não é mais problema, é um fato consumado, o qual devemos aceitar.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Choro - fraqueza ou exteriorização de um sentimento forte?


Se um gesto diz mais que palavras, lágrimas expressam aquilo que é mais forte em você. Expressam o que palavras não conseguem.  Correto? 
Não que você tenha que sair chorando por ai. Mas chorar em alguns momentos faz bem, muito bem, chorar não é sinal de fraqueza!
Se fosse porque os bebês, que não tem problema algum, choram ao nascer? A ciência explica, mas isso não vem ao caso.  
Há pessoas que choram simplesmente por chorar, outras por fingimento e pessoas que choram no ápice de seus sentimentos. Sendo nesse último que me enquadro. "Êta homi chorão eu!" 
Se chorar for fraqueza, perdoa-me, sou fraco demais pra conter as lágrimas dentro de mim por mais de 5 minutos, fraco demais pra guardar a mágoa que deixei ou a felicidade que causei.
Sou sensível demais, a ponto de deixar que as lágrimas mostrem e falem por mim quando eu não consigo por minhas palavras.
Quando a felicidade é imensa, não consigo conter...
Transborda!
Há quem chame de bobeira... Mas bobeira é enganar ao outro com um sorriso no rosto, quando na verdade está precisando de um ombro pra deixar todo molhado com aquilo que chamamos de lágrimas.
Choro hoje, porque ontem deixei de chorar e fiquei triste por não conseguir demonstrar em palavras o que senti.
Choro porque sou forte demais pra ouvir que sou fraco por chorar.
Choro porque sou feliz, choro porque estou triste, choro porque sou humano.  
E ser humano é chorar, sorrir, amar...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Para Refletir...


Uma parte da vida destinamos ao ambiente, outra ainda mais elementar, que conhecemos como sentimento, destinamos ao que é repugnante é irrisório. Em pé de existência e vicissitude, os homens de bem concernem a arte à naturalidade de ser e existir, e também à música, que como a literatura, é grata, digna, embora um tanto complexa.

Rever o mundo com aparência sobreposta à negatividade, como um saxofone bem tocado, não por algum ilustre musicólogo, mas com lábios de algum humílimo de sabedoria e de simplicidade. A vida nos complexos seres é a mais simples possível, não regada de nostalgia e nem de circunstâncias abusivas.

Pensar num mundo contraparente é mais que um abuso, é um estilo ultrajante, tudo surge de algum possível inconformismo. Andamos pelos rios, enlameados até a alma, uns convictos do que virá adiante, outros sequer esperançosos, como se o que lhes está por deitar-se diante de suas faces não fará diferença. Ledo engano, na complexidade vemos que a humildade é algo contraparente, pois somente com coisas vãs e loucas, anormais à normalidade, Deus abençoa o mundo e a todos, felizmente.


Claudio de Oliveira e Jorge Luiz de Souza